Meu post anterior foi sobre o dia das
mães, de como sinto falta da minha mãe e de que forma ela deixou saudades na
minha e na vida de algumas pessoas. Porém, eu me esqueci de dizer o quanto eu
agradeço por muitas coisas que ela fez por mim! Cara, eu agradeço tanto pela
minha mãe ter me escolhido, por ela ter me dado à vida e por ter feito tudo por
mim e para mim. Tá certo, que toda vez que eu pedia uma boneca nova, ela dizia
que eu tinha que “batalhar” para tê-la. Eu tinha que fazer alguns “serviços”
como lavar a louça, arrumar meu quarto, etc. Com isso à mãe me dava uns
trocados e no final do mês eu sempre tinha bastante dinheiro para comprar
boneca, picolé, balas e pirulitos. Ah e às vezes a mãe me pedia “emprestado” o
dinheiro de volta e teve vezes que até o mano pediu. Quando eu era mais nova,
eu era “rica”, ostentava dinheiro, sabia economizar melhor do que hoje. Heheh
Então mãe, eu queria te agradecer por tudo
que tu fez de coisas boas para mim, é claro! Obrigada por não ter me colocado
numa cesta e me deixar berrando na porta de alguém, obrigada por não me
abandonar em nenhum momento da minha vida (nem por causa de noites mal
dormidas), obrigada por ter aguentado minhas birras (que foram muitas),
obrigado por ter me aturado por 18 anos! Obrigado por teus conselhos
maravilhosos, porque se eu não tivesse dado a segunda chance que tu me pediu eu
não teria conhecido o grande amor da minha vida que é a Juliana! Obrigada mãe
por aquela vez que tu disseste que um dia eu iria encontrar um melhor amigo que
iria me apoiar e me ouvir (porque eu sou faladeira né) e que iria ser muito bom
pra mim. Eu encontrei viu? Encontrei nele um amigo, um amor, um companheiro e
um pai. Eu só tenho a agradecer por você. Obrigada pelas vezes que tu me
entendeste, me apoiou, pelas vezes que tu secaste minhas lágrimas e até pelas
vezes que tu foste o motivo delas, em alguns momentos foram de alegria e não de
tristeza.
Eu te amo, mãe! E passe os anos que for
sempre terei grande orgulho de dizeres que você foi a melhor mãe desse mundo
pra mim! Muito obrigada mesmo! Eu queria muito ter te dito isso no seu ouvido
em seu último dia, mas me desculpe se eu não tive coragem. Eu não suportei te
ver naquele estado, eu não consegui ficar por muito tempo contigo em seu último
dia de vida. Desculpe-me. Por algum motivo, eu sabia que daquele dia em diante
eu não te veria mais com a alegria contagiante de sempre. Por algum motivo eu
sabia que seria nosso penúltimo encontro, porque o último foi no sonho que tive
contigo e com o pai na madrugada do dia 14 de novembro de 2010, no sonho em que
meu pai me dizia para ficar tranquila, que ele cuidaria bem de você e que agora
você viveria em paz e que era para eu ajudar meu irmão, que ele precisaria
(essa última parte eu não tinha entendido direito, mas depois eu entendi).
Lembro-me que acordei triste e quando cheguei ao hospital eu já sabia o que
iria encontrar e o mano também sabia. No caminho, o mano chegou a me dizer que
era para eu esperar o pior, que era para estar preparada. Mas mesmo ele tendo
me dito isso, eu sabia que por mais que ele quisesse se mostrar forte, eu sabia
que ele não aguentaria. Sempre me protegendo, mas esquecendo de proteger a si
mesmo. Quando chegamos, não sei quem desabou primeiro... É um branco aquele
momento pra mim. Lembro-me de sentir tua pele gelada, de não sentir vida...
Lembro que naquele momento me veio à imagem do meu pai no corredor da casa da
praia, atirado no chão e eu uma criança sem saber o que realmente tinha
acontecido. Senti-me do mesmo jeito que naquela noite: perdida. Eu lembro que
enquanto ele cuidava de tudo, ligava para todos os familiares, eu fiquei
desolada, não sabia o que fazer. Lembro que como era de manhã, eu tinha aula,
prova ainda por cima. Eu fui ao colégio, (até hoje não sei como eu achei o
caminho do colégio naquele momento, mas eu só deixei meus pés me levarem),
chegando lá, o pessoal do colégio já sabia o que tinha acontecido e não me
deixaram entrar em sala de aula, a psicóloga conversou comigo e chamou meu
irmão para me buscar. Honestamente, eu não sabia o que estava fazendo lá. Eu só
queria ajuda. Eu acho.
Odiei o seu velório! Velório sempre é
chato né? Bá! No meu quero festa! Todo mundo rindo e contando histórias de mim
em vida, sem choradeira pelo amor! Parecia um encontro casual de familiares,
parecia que ninguém estava vendo minha mãe deitada no caixão, morta! Eu lembro
que a maior parte do tempo eu fiquei na cafeteria aproveitando o wi-fi e me
escondendo de todos. Ah e eu cheguei a brigar com a minha avó pela cadeira que
colocaram do lado do caixão. Aquela cadeira deveria ser para mim! Eu perdi uma
mãe! Mas como me disseram, minha avó perdeu uma filha! E aí, qual dor é maior?
No momento do memorial, meu irmão desabou
(literalmente), eu também claro. A homenagem que meu irmão escreveu para ela
foi linda! Não tinha como não chorar... No velório dela eu pude entender o que
a Aline me disse no velório da mãe dela... Eu não consegui chorar. Eu ainda não
entendia direito o que tinha acontecido. Acho que ainda não tinha caído a ficha
por completo que eu tinha acabado de perder a mulher mais importante da minha
vida!
Para o meu irmão, aquilo caiu como o World Trade Center. Ele desabou. Mas
quando chegamos em casa, passou (pelo menos é o que ele me mostrou). Eu demorei
3 meses para desabar e quando desabei... Ninguém se importou. Uns diziam que
era frescura, outros diziam que eu queria chamar a atenção...
Meu irmão me colocou pra fazer terapia, mandei todas para aquele lugar, porque
nenhuma compreendia minha dor. O único que compreendeu minha dor e que
compreende a minha vida (mais do que eu mesma), tá ocupado e já disse bem claro
que não quer ser meu terapeuta! O que eu fico super triste. Mas tudo bem, um
dia encontrarei o meu. <3 O mano bem sabe quem é. Eu fiquei de ligar para as
terapeutas que ele me indicou, mas perdi o número delas! ): Esses dias até meu
ginecologista disse que eu preciso voltar a fazer terapia, que é muito
importante ter alguém para desabafar e que te ajude ao mesmo tempo... Eu sei
que é importante... O problema é encontrar psicólogos que não ficam só no: “hm,
entendi” “certo” “fale mais sobre isso” “aí é que tá seu problema” “então...”
“silencio absoluto e tu fica conversando a sessão inteira com a parede” Porra.
Chato isso. Por isso que desisti da terapia e fui fazer terapia com meu caderno
e hoje escrevo aqui no blog. Se for pra falar para as paredes, falo pra mim
mesmo no caderno ou pra todo mundo no blog. Pronto.
Tem muita coisa que acontece na minha
vida, na vida da Juliana e na do Bruno que não escrevo aqui. Mas as coisas que
eu considero importante, eu escrevo. Tem coisas que são importantes, mas não
escrevo porque eu tenho medo do que o fulano vai dizer se eu falar mal dele
aqui, entendeu? Hoje em dia o mundo tá super doido, vai que me processem por
falar mal de alguém. Foda.
Enfim, comecei a falar da minha mãe e já
estou falando sobre outro assunto aleatório. Isso sempre acontece comigo.
Hehehe
Já mudei de assunto mesmo, então bora pro
resumão da semana:
Dia 13, terça feira, a Ju se vacinou contra
a meningócica conjugada, aí eu fui inventar de dizer no posto que estava com
asma e me vacinaram contra a gripe. Fiquei com o braço duro e ainda dói no
lugar da picadinha. A Juliana já nem sente nada naquela coxa linda e
maravilhosa. Assim que saiu do posto, tomou o remédio para dor e dormiu, quando
acordou estava super faceira dobrando e mexendo a perninha. Eu que sou fresca
mesmo.
Dia 16, quinta feira, fomos ver o dindo
Renan e o tio Richard, já que eles não vão visitar a gente, nós fomos né. Ela
ganhou um casaco rosa, coisa mais fofa de páscoa. Passamos à tarde lá com eles
e depois voltamos para casa.
Domingo, nós teremos que ir à missa
(culto, sei lá) na Paróquia da Ascensão para conversar com o cara que vai
agendar o Batizado da Ju. Por enquanto, só está pré-agendado para o dia 22 de
Junho. Se ele mudar, provavelmente vou pedir pra ser no primeiro domingo de
Julho. Aí dá mais tempo para os dindos que moram longe se programarem para
virem.
A semana foi boa na maior parte do
tempo... Rolou os estresses de todos os dias, tanto eu e a Juliana quanto eu e
o Bruno. Como toda noite a Juliana fez birra pra dormir. Não pegou meu peito,
ficou super estimulada, se agitou demais e demorou a dormir. Nesses últimos
dias rolou um estresse grande porque por mais que eu tentasse de tudo a Juliana
não quis de jeito maneira pegar o peito, daí ela ficou só no nan (o que eu não
gosto quando isso acontece). Cheguei a desistir. Mas no outro dia fui a luta de
novo e consegui (ainda bem). Quer dizer, em parte né. Hoje vou insistir de
novo. Ontem cheguei a ficar preocupada porque ela mamou 120 ml de nan e aí ela
começou a ficar sonolenta, mas no fim acabou chorando porque estava com fome de
novo. Daí tentei dar o peito, ela reinou, mas pegou. E dormiu! Eba! ^^
Hoje à noite o Bruno vai levar a vó
Dorilda numa festinha (chique bem) e nós vamos ficar em casa olhando filme,
frozen! J
Ah esqueci de dizer, o pai do Bruno e a
Viviane estão viajando! Ninguém sabe ao certo para onde eles foram. Para o
Paraguai, para o Uruguai ou para Buenos Aires. HUEHEUHEUEHU Tá todo mundo
ligado para onde eles foram. Só querem saber se eles irão trazer o que eles
pediram, não importa de onde vem! HUEHEUHEUEHUE
Bem acho que é isso que tenho para contar
dessa semana.
Qualquer coisa eu volto! Beijo! :*
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